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Revision 131 Mar 2009 - AristonEduao

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-- AristonEduao - 31 Mar 2009

Projeto de montagem do Condomínio de fibra ótica

Redação inicial: Leonardo Lazarte

Redes Digitais Comunitárias

Uma necessidade, uma resposta

Diversas cidades, municípios ou comunidades tem dificuldades de acesso às redes de comunicação de dados, principalmente por falta de interesse das grandes empresas em investir em comunidades menores, ou por custos de acesso incompatíveis com os recursos disponíveis.

Dada a importância vital do acesso a redes de comunicação, algumas destas comunidades tem procurado alternativas que lhes permitam a conexão com o mundo e a potencialização de suas próprias capacidades econômicas, culturais e sociais.

Assim, municípios, regiões, ou mesmo um grupo de entidades dentro de um município ou cidade, tem construído redes digitais dentro de uma lógica semelhante à que tem levado à construção de estradas desde a antigüidade. A estrada é considerada um bem público; pertence à comunidade.

É claro que sua construção demanda recursos, e em alguns casos, sua utilização é cobrada. Mas é um bem a que toda a comunidade tem direito.

“Projeto Irecê”, uma oportunidade

As Redes Digitais Comunitárias são geralmente motivadas por necessidades específicas de um grupo, podendo ser prevista sua expansão posterior para setores cada vez mais amplos da comunidade.

No caso do Projeto Irecê, a necessidade de potencializar a capacidade de atualização dos professores e a inserção de seus alunos no atual ambiente permeado pelo acesso à informação, demanda uma rede de comunicação atualmente não disponível. Por isto, a rede proposta inicialmente, conecta as escolas situadas na sede do município, com a secretaria de educação, a prefeitura, a câmara de vereadores, a rodoviária e a biblioteca.

O projeto de Rede Comunitária prevê a expansão de acesso à rede para atividades culturais numa primeira etapa, assim como para a expansão das atividades econômicas do município, e mesmo para o acesso à telefonia com capacidade muito maior que a atual, a custos muito mais reduzidos, para a comunidade como um todo, numa etapa posterior.

Custo-benefício

Os recursos para a implantação inicial da rede deverão ser buscados junto aos órgãos financiadores de infra-estrutura, como BNDES, complementados com recursos locais, estaduais e federais, e mesmo com contribuições de empresários locais.

A recuperação dos custos de uma infra-estrutura deste tipo, comparada com os preços praticados atualmente pelas empresas de telecomunicações, se dá num prazo médio de dois anos. Isto sem levar em consideração os benefícios diretos obtidos pela economia local, além dos benefícios sociais, e os econômicos indiretos, como fixação da população no município, ao ter acesso a um mundo mais largo sem necessidade de se deslocar, e pela transferência de conhecimento e de domínio da tecnologia.

As principais dificuldades associadas a um empreendimento deste tipo são seu gerenciamento, sua continuidade e a articulação entre os diversos parceiros. Uma ampla articulação entre os níveis local, estadual, federal, não-governamental e empresarial é muito importante.

Serviços oferecidos pela Rede Comunitária

Inicialmente, a rede oferecerá aos professores participantes do Projeto Irecê, o intercâmbio entre si e com os professores da UFBA, o acesso a informação atualizada em qualquer parte do mundo, assim como o intercâmbio de experiências com iniciativas semelhantes em diversos países.

Imediatamente, este acesso será estendido aos alunos da rede escolar, que poderão não só pesquisar e se informar nas mais diversas fontes de conhecimento, como poderão dar visibilidade a sua cultura, a sua produção e a suas reflexões.

Para o comércio, a indústria e os produtores locais, a possibilidade de contato com compradores e fornecedores em qualquer parte do mundo, potencializa enormemente sua oportunidades.

Em etapas posteriores, produção artística e cultural local pode ser transmitida pela rede, para compartilhamento local, e posteriormente para outras regiões, mediante o equivalente a canais de televisão produzidos pela comunidade.

Finalmente, a medida que mais instituições forem incorporadas, a telefonia poderá ser realizada mediante esta rede, ampliando em muito a atual capacidade de comunicação. Isto pode ser feito tanto em forma autônoma, quanto mediante contratos com as fornecedoras tradicionais de telefonia, que seriam ou clientes, ou parceiros da Rede Comunitária.

 
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