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Revision 2610 Jun 2007 - RosaMeireOliveira

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Artigo em construção

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Limites e possibilidades da aprendizagem mediada por computador: um olhar sobre a evasão em cursos de Educação a Distância

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Limites e possibilidades da Educação a Distância: um olhar sobre o sujeito da aprendizagem na evasão de cursos via internet

 “O futuro não está nos conteúdos, mas sim nos contextos que soubermos criar para dar vivência aos conteúdos”. (Figueiredo:2002)
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  Entre 1988 e 1991 o sistema de teleducação é informatizado e reestruturado, estabelecendo-se diretrizes válidas até hoje. Surge, então, em 1995, o Centro Nacional de Educação a Distância, setor exclusivamente dedicado ao desenvolvimento do ensino a distância no país. No ano seguinte é aprovada a Lei nº 9.394/96 que normatiza a Educação a Distância no Brasil, válida e equivalente para todos os níveis de ensino. Em 1997 surgem as primeiras experiências bem-sucedidas na área da Pós-Graduação, sendo que a partir de 1999 o MEC passa a credenciar oficialmente instituições de ensino superior para a oferta de ensino a distância.

2. Crescimento do setor x desafio de ensinar e aprender a distância

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Vencer barreiras físicas e temporais que separam as peças que compõem o processo de ensino e garantir as condições para a realização de uma boa aprendizagem tem sido, desde sempre, um dos principais desafios da Educação a Distância (EAD). Mais recentemente, com o crescente uso das tecnologias de base informática e em tempo real, acompanhado dos diversos recursos e interfaces síncronas e assíncronas disponíveis, a superação desse desafio parece estar cada vez mais facilitado, conforme observa Chagas (1994:):
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Vencer barreiras físicas e temporais que separam as peças que compõem o processo de ensino e garantir as condições para a realização de uma boa aprendizagem tem sido, desde sempre, um dos principais desafios da Educação a Distância (EAD). Mais recentemente, com o crescente uso das tecnologias de base informática e em tempo real, acompanhado dos diversos recursos e interfaces síncronas e assíncronas disponíveis (e-mail, lista de discussão, chat etc), a superação desse desafio parece estar cada vez mais facilitado, conforme observa Chagas (1994):
 Com as novas tecnologias eletroeletrônicas, especialmente em sua versão digital, unidas às tecnologias de telecomunicação, agora também digitais, abre-se para o ensino a distância uma nova era, e o ensino passa a poder ser feito a distância em escala antes inimaginável e pode contar ainda com benefícios antes considerados impossíveis nessa modalidade de ensino: interatividade e até mesmo sincronicidade.
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Um dos estímulos à superação de problemas relacionados à instituição de bons modelos de cursos de ensino a distância é o aquecimento de um mercado para esta modalidade pedagógica que se tem verificado no Brasil. O país já conta com cerca de 3 milhões de alunos matriculados nesses cursos e, conforme dados do Anuário Estatístico Brasileiro de Educação a Distância (ABRAED) , lançado em 2007, o setor cresce a passos largos.
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Um dos estímulos à superação de problemas relacionados à instituição de bons modelos de cursos de ensino a distância é o aquecimento de um mercado para esta modalidade pedagógica que se tem verificado no Brasil. O país já conta com cerca de 3 milhões de alunos matriculados nesses cursos e, conforme dados do Anuário Estatístico Brasileiro de Educação a Distância (ABRAEAD) , lançado em 2007, o setor cresce a passos largos.
 Conforme a última pesquisa realizada em 2006, a EAD no Brasil cresceu 150% entre 2004 e 2006, saindo de 309.957 alunos para 778.458, espalhados por todas as regiões do país. Esses dados referem-se apenas a cursos autorizados ou credenciados pelo Ministério da Educação (MEC). Os números sobem para quase 3 milhões quando são contabilizados os vários tipos de cursos existentes, como ensino credenciado, educação corporativa e outros projetos nacionais e regionais oferecidos por instituições como o Sebrae, Fundação Roberto Marinho, dentre outros.
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Embora não-oficiais, os dados da ABRAED apontam, no mesmo período, crescimento de 36% no número de instituições credenciadas para oferecer cursos de EAD no país – saindo de 166 para 225 –, além de uma distribuição mais equilibrada por regiões: Sul (33,2%), Sudeste (31,2%), Centro Oeste (17,5%) Nordeste (11,5%) e Norte (6,5%). Os cursos de EAD pesquisados pela ABRADED apontam para o seguinte perfil dos alunos: o ingresso de uma população adulta, faixa etária de 35 anos, com interesse nas áreas em que atuam profissionalmente; um segundo grupo na faixa entre 25 e 35 anos, interessados numa colocação no mercado de trabalho; e uma terceira dimensão, alunos entre 18 e 24 anos recém-saídos do ensino médio, que ingressam em cursos de Licenciatura a distância.
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Embora não-oficiais, os dados da ABRAEAD apontam, no mesmo período, crescimento de 36% no número de instituições credenciadas para oferecer cursos de EAD no país – saindo de 166 para 225 –, além de uma distribuição mais equilibrada por regiões: Sul (33,2%), Sudeste (31,2%), Centro Oeste (17,5%) Nordeste (11,5%) e Norte (6,5%). Os cursos de EAD pesquisados pela ABRAEAD apontam para o seguinte perfil dos alunos: o ingresso de uma população adulta, faixa etária de 35 anos, com interesse nas áreas em que atuam profissionalmente; um segundo grupo na faixa entre 25 e 35 anos, interessados numa colocação no mercado de trabalho; e uma terceira dimensão, alunos entre 18 e 24 anos recém-saídos do ensino médio, que ingressam em cursos de Licenciatura a distância.

3 - Um olhar sobre a evasão

A euforia que os dados expressam contrasta, no entanto, com as estatísticas que dão conta dos altos índices de evasão. Embora sejam ainda poucas as pesquisas no Brasil que tratam do assunto, os indicadores apresentados pela análises da FGV/EASP (2004) e por Abbad et al (2006) demonstram que os resultados quando confrontados – surgimento de novos cursos e número de matrículas, com a quantidade de alunos que deixam de completá-los –, são no mínimo, intrigantes.

Em sua análise sobre a exploração de variáveis explicativas para a evasão em curso técnico, gratuito, via internet, destinado a ensinar a clientela a elaborar um plano de negócios, Abadd et al concluem que entre a população estudada, 44,7% desistiram do curso, “indicando alto índice de evasão”. Maia et al (2004) quando analisam os cursos superiores a distância no Brasil oferecidos por 37 Instituições de Ensino Superior apontam 8% de evasão em cursos no modelo semipresencial contra 30% nos cursos totalmente a distância. A presença de tecnologias de informação e comunicação esteve associada ao quadro de desistência por parte do aluno e à diferença entre os índices encontrados. Abadd et al também revelam que os alunos não-concluintes “são aqueles que tendem a não utilizar os recursos eletrônicos de interação (mural de notícias, chats, troca de mensagens eletrônicas)”.

Dentre essas e outras variáveis explicativas disponibilizadas pelos grupos de autores, optamos aqui por aquelas que possam lançar um olhar sobre as razões diretamente relacionadas ao aspecto motivacional, cognitivo e contextual dos alunos que nos dêem pistas sobre o sujeito encarregado de levar a cabo o processo de aprendizagem colaborativa, no qual educadores e educandos trabalham juntos e são responsáveis pela aprendizagem uns dos outros, assim como a sua própria (Smyser 1993).

Nas análises realizadas sobre conhecimentos produzidos acerca das causas da evasão, Abadd et al. elenca pelo menos oito possíveis causas, que vão desde “os usos indevidos de instruções e treinamento a avaliações de aprendizagem imprecisas e inválidas”. Dentre os fatores listados, chama a atenção ao que denomina de falha no desenho instrucional, ao prescindir “de informações relativas às características motivacionais, cognitivas, demográficas e profissionais, hábitos e estratégias de aprendizagem. Com isso o desenho dos cursos é voltado para perfis genéricos, imprecisos e hipotéticos da clientela”.

Abadd et al. citam dados levantados por Xenos (2002) associados à evasão e os classificam em três tipos de fatores, dentre os quais destacamos as seguintes características:

1- Fatores internos relacionados à percepção do aluno e seu lócus de controle interno-externo;

2 - Fatores relativos ao curso (carga de trabalho, quantidade e dificuldade dos trabalhos escritos exigidos)* e aos tutores* – desempenho dos tutores (qualidade e quantidade de apoio oferecido ao estudante, além do meio e tipo de contato usado pelo tutor para interação com os estudantes.

3 – fatores relacionados a certas características demográficas, concluindo que: . a evasão é maior entre alunos mais idosos (idade igual ou superior a 35 anos), maior entre os homens; entre alunos que não usaram freqüentemente o computador; entre os alunos que trocaram menos e-mails com os tutores e participantes do curso; e entre os que tiveram pouco contato com a informática antes do curso. O estado civil não influenciou).

Abadd e al. também discutem os dados trazidos por Shin e Kim (1999) sobre a avaliação de curso de graduação da Universidade Nacional Aberta da Coréia, definindo como possíveis causas de evasão o que chamaram de fatores endógenos e exógenos:

Endógenos . Carga de trabalho no emprego . Integração social – apoio e encorajamento das pessoas para estudar e sentir-se parte da Universidade (associado à evasão apenas no final do primeiro semestre); . Anseio – desejo do aluno de concluir o curso.

Exógenos . Tempo de estudo . Planejamento da aprendizagem . Atividades face a face ( necessidade de atividades presenciais e apoio dos colegas). Associada diretamente à evasão.

As análises trazidas por Maia et al. pouco se afastam das conclusões sistematizadas por Abadd et al. Dois novos autores são trazidos para esse diálogo, Coelho (2002) e Tresman (2002), este último com pesquisas na Open University, na Inglaterra.

Coelho aponta os seguintes fatores como possíveis causas de evasão: . falta de interação face a face . inabilidade no uso de novas tecnologias (uso de e-mail, chats, grupos de discussão, fazer links sugeridos etc). . dificuldades em se comunicar no ambiente virtual de aprendizagem . falta de espaço físico que proporcione interação com professores e colegas

Já Tresman que entrevistou em um ano meio milhão de potenciais candidatos a cursos a distância atribui às seguintes condições: . custo do curso; . fatores associados a dificuldades de comprometimento; . mudanças na vida pessoal; . dificuldade de escolha entre diversas opções de curso;

 
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2.1 - Um olhar sobre a evasão

A euforia que os dados expressam contrastam, no entanto, com as estatísticas que dão conta dos altos índices de evasão. Embora sejam ainda poucas as pesquisas no Brasil que tratam do assunto, os indicadores apresentados pela última análise da Fundação Getúlio Vargas ( ) demonstram que os resultados quando confrontados – surgimento de novos cursos e número de matrículas, com a quantidade de alunos que deixam de completá-los –, são no mínimo, intrigantes. Entram dados sobre evasão.
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Sobre a própria pesquisa desenvolvida junto a 37 Instituições de Ensino Superior, Maia et al. concluem que são fatores de evasão: modelo de ensino (desenho do curso e uso de tecnologias: videoconferência, teleconferência, internet e CD-Rom) e forma de interação entre professores e alunos. Como vimos, os cursos semipresenciais têm 8% de evasão e aqueles totalmente a distância, chegam a 30% no índice de desistência.
 
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3.- O ambiente virtual de aprendizagem

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4 – Sujeitos da aprendizagem no Ensino a Distância

 3.1 - O ambiente virtual de aprendizagem apresenta mudanças nas funções clássicas do formador, agora reconhecido como tutor, mediador, assistente. (livro Kensky). Já aos educandos, é delegado .... (cartilha do aluno).
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  SORJ, Bernardo. Brasil@Povo xxxxxxxx
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-- RosaMeireOliveira - 09 Jun 2007
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-- RosaMeireOliveira - 10 Jun 2007
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