Mercado de Trabalho e Áreas de Atuação

Os primeiros cursos de geologia do Brasil foram criados na década de 50 com objetivo de mapear o território nacional e explorar suas riquezas minerais e petrolíferas. Os profissionais formados eram integralmente absorvidos pelos organismos do governo federal, vinculados principalmente ao Ministério das Minas e Energia. A partir dos meados da década de 60, começaram a surgir algumas empresas estaduais de geologia e o conhecimento geológico também passou a ser usado em determinadas prefeituras de cidades do sul do país. Com pouco investimento federal nas atividades de mapeamento geológico, a década de 80 foi certamente o período que apresentou as maiores dificuldades de colocação dos geólogos no mercado de trabalho. Todavia, a partir da década de 90 o cenário profissional começou a mudar e atualmente atravessa um grande momento. A questão da água e da energia, o conceito de desenvolvimento sustentável, a qualidade e segurança ambiental e a nova política para o setor de petróleo e gás, deram uma nova dimensão à profissão do geólogo. Mesmo assim, quando se analisa as dimensões continentais do Brasil, sua enorme e diversificada riqueza mineral e a imperativa necessidade de crescimento econômico e social para atender um população de 170 milhões de brasileiros, constata-se que o país utiliza poucos geólogos em relação a diversos países de dimensões análogas. Isto significa que temos uma enorme carência de profissionais de geologia no Brasil e uma grande perspectiva de mercado de trabalho para a profissão neste novo milênio.

Apesar da importância da profissão de geologia, ainda existe muita desinformação em relação ao trabalho desenvolvido pelos profissionais da área. Por outro lado, os cursos tem se mantido afastados das demandas do mercado e das atribuições profissionais, como se a formação e o mercado fossem questões independentes, sem ligação. É preciso que exista uma ação conjunta envolvendo escola, profissionais, associações de classe, sindicatos etc, no sentido de difundir e valorizar a profissão e fazer a geologia acompanhar a evolução do mercado de trabalho e suas rápidas mudanças. Uma outra questão é entender que, com o processo de globalização e o conceito de estado mínimo, aliado à problemática da água e do meio ambiente e a valorização dos materiais industriais, abriu-se um espaço importante no mercado para o trabalho terceirizado, a prestação de serviço e as pequenas empresas.

Dentre as empresas contratantes e os setores responsáveis pela absorção de geólogos incluem-se:

  • Empresas estatais, multinacionais e prestadoras de serviço que atuam na prospecção e exploração de petróleo e gás natural;
  • Empresas que atuam na prospecção, exploração, monitoramento, abastecimento e gerenciamento de recursos hídricos superficiais e subterrâneos;
  • Empresas que atuam na prospecção e exploração de minerais metálicos e industriais;
  • Empresas de consultoria técnica e ambiental;
  • Universidades e órgãos ambientais;
  • Empresas de planejamento territorial;
  • Empresas de engenharia de minas, civil e sanitária;
  • Empresas ligadas aos setores de agricultura e agropecuária;
  • Empresas de refrigerantes, cervejas e água mineral;
  • Empresas de ecoturismo