O Curso de Geologia

Histórico

Criado em 1958, através do decreto 43/804-MEC e tendo como base legal a Resolução 39/75-CFE, o Curso de Graduação em Geologia da UFBA experimentou até o momento três grandes reformas curriculares- 1968, 1984 e 1997. A mais recente, apesar de ter produzido avanços acadêmicos, foi condicionada ao sistema de currículos mínimos definido pelo Conselho Federal de Educação em 1975. Logo após ter sido implantado o último currículo de geologia da UFBA em 1997, o MEC estabeleceu, no final do mesmo ano, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos universitários do país, afim de adaptá-los à Lei de Diretrizes e Base da Educação Superior (LDB). Com isto, tirou as amarras da resolução de 1975, que tanto prejudicou a montagem do currículo de 1997, dando as universidades autonomia para fixar os currículos dos seus cursos. Deste modo, apesar de relativamente recente, o atual currículo de geologia da UFBA precisou ser reestruturado para se adequar à nova legislação educacional do país, especialmente a LDB, às Diretrizes Curriculares Nacionais, algumas resoluções do Conselho Nacional de Educação e da própria UFBA. As mudanças requeridas podem ser resumidas nos seguintes pontos:

  1. eliminação dos componentes curriculares do currículo mínimo e de caráter eletivo, passando a vigorar apenas os componentes curriculares de natureza obrigatória e optativa;
  2. flexibilização curricular, tendo em vista que o modelo vigente apresenta extrema rigidez na cadeia de pré-requisitos;
  3. diminuição do número de componentes curriculares obrigatórios, com o intuito de evitar a fragmentação e dispersão dos conteúdos básicos;
  4. maior articulação entre os componentes curriculares básicos e profissionalizantes;
  5. ampliação das opções das áreas de atuação profissional, de acordo com as tendências e vocações do estudante e as oportunidades do mercado de trabalho. Neste particular, destaca-se a necessidade de enfatizar as questões ambientais e a organização do espaço urbano;
  6. estruturação curricular e práticas acadêmicas que permitam o aluno tempo para estudar, pesquisar, analisar, discutir, refletir, os conteúdos ministrados em sala de aula; participar de projetos acadêmicos (monitoria, bolsa de estudo, iniciação científica) e profissionais (estágios), bem como de eventos técnico-científicos e cursos de formação complementar (inglês, informática, empreendedorismo etc);
  7. integração do saber acadêmico com a prática profissional, incentivando o reconhecimento de habilidades e competências adquiridas fora do ambiente universitário;
  8. viabilização de um percurso curricular permitindo ao estudante maior autonomia, rapidez na conclusão do curso e melhor capacitação profissional e,
  9. promoção de mecanismos que permitam maior integração entre o ensino de graduação e o de pós-graduação.

Com isto, espera-se que a reformulação proposta para o curso de geologia da UFBA crie um currículo ágil, moderno, eficiente e sintonizado com a realidade atual e as demandas da sociedade, especialmente nos setores da exploração racional dos recursos físicos da Terra e da qualidade ambiental.